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BNDES teve lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no 1º semestre de 2026

Resultado representa alta de 25% sobre 1º semestre de 2025 e vem acompanhado de recordes em ativos e patrimônio líquido

Redação POLITICA.SP12 de ago. de 2026 · 12h337 acessos📲 Enviar no WhatsApp
BNDES teve lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no 1º semestre de 2026
Reprodução: www.metropoles.com

BNDES registrou lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no 1º semestre de 2026, alta de 25% ante o mesmo período de 2025.

No acumulado de 12 meses, o lucro recorrente chegou a R$ 17,1 bilhões, recorde histórico da instituição.

O banco atingiu pela primeira vez ativos totais de R$ 1,05 trilhão e Patrimônio Líquido recorde de R$ 181 bilhões, e informou que o total de aprovações de crédito e operações garantidas cresceu 19% ante o 1º semestre de 2025, com injeção de crédito de R$ 154 bilhões, incluindo R$ 43,4 bilhões em garantias.

As aprovações de crédito somaram R$ 110,6 bilhões no semestre, avanço de 52% sobre 1º semestre de 2025; o crédito à infraestrutura cresceu 91% (R$ 46 bilhões) e o crédito à agropecuária subiu 46% (R$ 24,8 bilhões).

O apoio às micro, pequenas e médias empresas somou R$ 108,2 bilhões nos primeiros seis meses de 2026, alta de 22% sobre R$ 88,8 bilhões em 2025; as garantias prestadas por fundos garantidores alcançaram R$ 43,4 bilhões e as aprovações de crédito para MPMEs foram R$ 64,8 bilhões.

A inadimplência de 90 dias ficou em 0,05%, abaixo do Sistema Financeiro Nacional (4,68% geral) e do índice para grandes empresas (0,66%).

O lucro líquido do semestre foi R$ 14,9 bilhões, aumento de 12% ante 1º semestre de 2025; efeitos não recorrentes incluem R$ 1,6 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio (Petrobras e JBS), R$ 3,9 bilhões com vendas de ações e provisão para risco de crédito de R$ 0,2 bilhão.

Os ativos totais no semestre foram R$ 1.058,3 trilhão, aumento de R$ 95,8 bilhões em relação a dezembro de 2025; a carteira de crédito expandida atingiu R$ 684 bilhões em 30 de junho de 2026 (3,1% acima de dezembro de 2025) e a carteira de participações societárias totalizou R$ 85,4 bilhões, com rendimento de R$ 57,4 bilhões desde 2023.

O saldo da dívida com o Tesouro Nacional foi R$ 35,2 bilhões no semestre, queda de 3,1% no período; o BNDES emitiu R$ 3 bilhões em Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCDs) e registrou captações externas de R$ 44,4 bilhões, com contratos de: R$ 2,7 bilhões do BID, R$ 1,6 bilhão do KfW, R$ 1,3 bilhão da Jica, R$ 1,0 bilhão da CAF, R$ 1,0 bilhão do JBIC e R$ 0,2 bilhão da AFD.

O Índice de Basileia ficou em 25,4% em 30 de junho de 2026, ante 25,2% em 31 de dezembro de 2025, mantendo-se acima do limite mínimo regulatório de 10,5% exigido pelo Banco Central.

R$ 9,2 bilhões — lucro recorrente no 1º semestre de 2026

25% — alta do lucro recorrente sobre 1º semestre de 2025

R$ 17,1 bilhões — lucro recorrente acumulado em 12 meses (recorde)

R$ 1,05 trilhão — ativos totais, primeira vez na história

R$ 181 bilhões — Patrimônio Líquido (recorde)

R$ 154 bilhões — injeção total de crédito no semestre

R$ 110,6 bilhões — aprovações de crédito no semestre (+52%)

R$ 108,2 bilhões — apoio a MPMEs no semestre (+22%)

"O desempenho operacional da instituição no primeiro semestre de 2026 segue com resultados robustos, com consultas, aprovações e desembolsos superando as marcas dos últimos anos", afirmou o banco.

O próximo relatório de resultados será divulgado no fechamento do terceiro trimestre de 2026.