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Argentina passa a cobrar estrangeiros por atendimentos não emergenciais em hospitais públicos

Regulamentação de Javier Milei, publicada em 11/8, exige seguro ou pagamento antecipado para consultas, exames e procedimentos não urgentes

Redação POLITICA.SP11 de ago. de 2026 · 19h044 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Argentina passa a cobrar estrangeiros por atendimentos não emergenciais em hospitais públicos
Reprodução: www.metropoles.com

Estrangeiros sem residência permanente na Argentina passarão a pagar por atendimentos médicos não emergenciais em hospitais administrados pelo Estado Nacional.

A medida foi regulamentada nesta terça (11/8) pelo governo do presidente Javier Milei e exige apresentação de seguro de saúde válido ou pagamento antecipado do serviço.

A resolução implementa mudança aprovada em 2025 na Lei de Migrações e vale para consultas, exames e procedimentos programados; hospitais calcularão o valor com base no nomenclador vigente e exigirão pagamento de 100% antes do procedimento.

Estrangeiros que alegarem residência permanente deverão apresentar o Documento Nacional de Identidade (DNI) com a categoria “residente permanente”; quem não comprovar terá de procurar o setor de faturamento antes do atendimento.

Atendimentos de emergência continuarão gratuitos e não poderão ser atrasados por exigências administrativas; a prioridade será estabilizar o paciente e só depois calcular e cobrar custos gerados.

Casos classificados como emergência incluem infartos, AVC, traumatismos graves, queimaduras extensas, choques, hemorragias graves, sepse, intoxicações com comprometimento de funções vitais, emergências obstétricas, pediátricas e neonatais.

O porta‑voz presidencial Adrián Ravier afirmou: “O atendimento de emergência não será cobrado nem deve ser atrasado por procedimentos burocráticos ou administrativos.”

A resolução vale para estabelecimentos sob gestão do Estado Nacional; províncias mantêm autonomia e algumas regiões de fronteira já cobram serviços de estrangeiros não residentes.