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Apoio a cortes no início de um possível 4º mandato divide o PT

A ideia prevê frear despesas no começo do mandato e mexer no arcabouço fiscal para estabilizar dívida até 2030.

Redação POLITICA.SP11 de ago. de 2026 · 07h337 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Apoio a cortes no início de um possível 4º mandato divide o PT
Reprodução: www.cnnbrasil.com.br

Apoio de auxiliares pede que Lula corte gastos logo no começo de um eventual quarto mandato, se reeleito.

A proposta mira estabilizar a relação dívida/PIB até 2030 e reduzir o limite real de crescimento das despesas, hoje em 2,5% ao ano.

Auxiliares defendem usar o capital político inicial do novo governo para evitar medidas impopulares durante a campanha; há profunda divisão dentro do PT sobre a estratégia.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, chegou a propor reduzir o limite real de crescimento das despesas de 2,5% para 1,5% e discutir ajustes no arcabouço fiscal.

Essa redução poderia atingir também o aumento real do salário mínimo, com impacto direto nos gastos com aposentadorias e pensões.

Sérgio Gabrielli, coordenador da campanha de Lula, afirmou que o equilíbrio fiscal não pode ser fim em si mesmo e comparou cortes em salários e benefícios a "enxugar gelo" diante da alta dos juros.

Leonardo Barreto, sócio da consultoria Think Policy, avaliou que o debate reflete uma disputa de poder dentro do PT sobre a seara econômica.

Thais Herédia afirmou que a atual dinâmica de gastos elevou despesas obrigatórias acima do crescimento do PIB; Daniel Rittner alertou para um "duplo 100%": dívida igual a 100% do PIB e 100% do orçamento tomado por despesas obrigatórias até 2030.

Caio Junqueira destacou que a divisão interna envolve também cálculo político, citando a possível movimentação de Fernando Haddad para a Casa Civil e seu efeito sobre 2030.

2,5% → limite real atual de crescimento das despesas

1,5% → teto proposto por Durigan

2030 → ano alvo para estabilizar a relação dívida/PIB

100% → risco projetado para dívida/PIB e para a parcela do orçamento tomada por despesas obrigatórias

"Esse debate é muito mais disputa de poder", disse Leonardo Barreto sobre a discussão na campanha.

O próximo passo é levar a discussão sobre ajustes no arcabouço fiscal à agenda do governo e da campanha, com debate público entre alas do PT e a equipe econômica.