10 governadores não disputarão eleições em 2026, maior número desde 2014
Decisões envolvem barreiras jurídicas, escolhas pessoais, rupturas com vices e falta de espaço partidário; número pode subir até 15.ago.2026

Ao menos 10 dos 27 governadores eleitos em 2022 não disputarão reeleição, vagas no Legislativo ou a Presidência em 2026.
O prazo final para registro de candidaturas é sábado (15.ago.2026); o número pode aumentar por impugnações ou registros tardios.
Dos 27 governadores, 9 estão em 1º mandato e tentam reeleição; 6 estão no 2º mandato e tentam o Senado; 2 concorrem à Presidência.
Membros do Executivo desistiram por barreiras jurídicas, escolhas pessoais ou falta de espaço político, e principalmente por romper com vices.
Paulo Dantas (MDB-AL) permaneceu no cargo para evitar passar o governo ao vice Ronaldo Lessa (PDT).
Carlos Brandão (MDB-MA) também ficou no governo para não entregar o comando ao vice Felipe Camarão (PT), que concorre ao governo do Maranhão.
Fátima Bezerra (PT-RN) abriu mão do Senado para não transmitir o cargo ao vice Walter Alves (MDB); Styvenson Valentim (Podemos) liderou pesquisas no RN; a cadeira ficou com a senadora Zenaide Maia (PSD).
Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO) declarou compromisso de cumprir o mandato até 31 de dezembro e é rompido com o vice Laurez Moreira (PSD); aprovou PEC para não passar o cargo em viagens de até 15 dias.
Marcos Rocha (PSD-RO) saiu do União Brasil para o PSD, abriu mão do Senado e evitou que o vice Sérgio Gonçalves (União Brasil) assumisse o Executivo.
Ratinho Junior (PSD-PR) desistiu da candidatura presidencial após perder apoios partidários; Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apoiou Sergio Moro (PL-PR) no Paraná; Ratinho ficou no Palácio Iguaçu.
Eduardo Leite (PSD-RS) não foi escolhido pelo partido para a disputa presidencial; Ronaldo Caiado (PSD) foi o nome indicado do estado.
Ibaneis Rocha (MDB-DF) renunciou para concorrer ao Senado e depois desistiu por razões pessoais, rompimento com Celina Leão (PP) e desgaste por investigações sobre o GDF e o Banco Master.
Cláudio Castro renunciou ao governo do Rio de Janeiro e desistiu do Senado para focar na defesa jurídica; é alvo de duas investigações da PF e segue inelegível até 2030 por condenação do TSE.
Antonio Denarium (RR) renunciou para disputar o Senado, mas foi tornado inelegível por oito anos pelo TSE em abril de 2026.
O MPE pediu o indeferimento do registro de Gladson Cameli (PP-AC) ao Senado em 13.ago.2026; a ação será analisada pela Justiça Eleitoral.
Em 2018, 10 dos 20 governadores aptos conquistaram reeleição; em 2022, 18 governadores garantiram o 2º mandato, fenômeno que alterou o quadro para 2026.
Com menos governadores na disputa, vagas ao Senado se abrem para deputados federais e lideranças regionais.