Novo Marco do Saneamento já gerou 70 leilões e R$ 227 bi em contratos
Entre 2020 e junho de 2026, as concessões devem beneficiar 100 milhões de pessoas e aumentar participação privada

Entre 2020 e junho de 2026 foram realizados 70 leilões de concessões que contrataram mais de R$ 227 bilhões em investimentos.
Os contratos dizem respeito à universalização de serviços de água e esgoto para beneficiar 100 milhões de pessoas até 2033.
A Associação Brasileira das Empresas de Saneamento (Abcon) mostra que o setor privado está presente em cerca de 48% dos municípios e que a participação privada no investimento passou de 15,1% em 2020 para 32,4% em 2024.
Em 2024 o setor registrou R$ 29,1 bilhões em investimentos, terceiro recorde anual consecutivo, alta de 9% sobre 2023.
Desde 2020, 7,7 milhões de domicílios passaram a ter água diariamente e 9,3 milhões passaram a ter rede de coleta de esgoto; domicílios com água diária cresceram 15% no período.
O tratamento de esgoto segue o maior desafio: apenas 51,8% do volume gerado foi tratado em 2024, e 780 municípios já universalizaram água, contra 321 que universalizaram esgoto.
O estudo aponta que, antes do Marco, metas eram apenas aspiracionais; com o Marco, viraram compromissos contratuais, trazendo segurança jurídica e investimentos, afirma Maria Carolina Marques, diretora técnica e econômica da Abcon.
O levantamento ainda mostra ganhos para a cadeia produtiva e emprego: setores ligados à construção de redes e indústria de máquinas cresceram 16% e 11%, respectivamente, e o número de profissionais com ensino superior ou pós cresceu 22,6% desde 2019.
R$ 227 bilhões — investimentos contratados entre 2020 e junho de 2026
70 — leilões de concessão realizados no período
100 milhões — pessoas beneficiadas previstas até 2033
51,8% — volume de esgoto tratado em 2024
R$ 29,1 bilhões — investimento em 2024 (alta de 9%)
R$ 6.595,00 — média salarial no setor, 74% maior que a média nacional
A diretora técnica da Abcon pediu aceleração do avanço em municípios menores, que ainda não têm metas contratualizadas nem capacidade econômico-financeira comprovada.
A transição tributária para o imposto unificado (IBS/CBS) pode elevar tarifas em média 18%, o que exigirá reequilíbrios econômicos em milhares de contratos para não prejudicar investimentos.