Colômbia registra saques e toque de recolher após terremoto de 7,4
Presidente anuncia reforço policial; Cali e Pereira decretam toque de recolher enquanto resgates continuam

Terremoto de magnitude 7,4 deixou 132 mortos e gerou relatos de saques e “problemas de ordem pública”, disse o presidente Abelardo de la Espriella nesta segunda (10).
O governo vai reforçar o policiamento: “Ao amanhecer (do dia 11), teremos nas cidades mil homens protegendo para evitar saques”, afirmou o presidente, anunciando patrulhas nas áreas afetadas.
Cali registrou ao menos 35 mortos, 188 desaparecidos, cerca de 700 feridos e 5.000 imóveis destruídos ou danificados; a prefeitura decretou toque de recolher das 20h de segunda até as 6h de terça (22h–8h, horário de Brasília).
Pereira também ordenou toque de recolher válido até a manhã de terça e instituiu um “Dia sem Carro” até o fim do dia para facilitar socorro.
O epicentro foi localizado em San José del Palmar, a cerca de 240 km de Bogotá; o tremor foi sentido com força na capital, onde alarmes dispararam e moradores saíram às ruas por precaução.
Cinco capitais estão em alerta vermelho, 86 edifícios desabaram e sete aeroportos suspenderam operações, informou a Associação de Cidades Capitais da Colômbia.
O novo presidente, Abelardo de la Espriella, tomou posse na sexta (7) e venceu o segundo turno em 21 de junho; durante a campanha defendeu reforço da segurança, fortalecimento das Forças Armadas e construção de megaprisões.
“Temos alertas e ameaças de saques em vários pontos de Cali. Nossa prioridade é proteger a cidadania e concentrar todos os esforços em salvar vidas”, disse o prefeito Alejandro Eder sobre o toque de recolher.
7,4 — magnitude do terremoto
132 — mortos registrados até agora
35 — mortos em Cali
188 — desaparecidos em Cali
700 — feridos em Cali
5.000 — imóveis destruídos ou afetados
O próximo passo: reforço policial nas cidades afetadas já anunciado para a manhã de 11 de março, e continuidade das operações de busca e resgate.