Zema quer tirar o Brasil dos Brics e entrar na OCDE
Plano do presidenciável propõe saída diplomática dos Brics e adoção de regras pró-livre comércio para buscar adesão à OCDE.

Plano de governo de Romeu Zema (Novo) prevê retirar o Brasil dos Brics e ingressar na OCDE.
A proposta mira adotar livre comércio, elevar o grau de investimento e abrir novos mercados às empresas brasileiras.
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência, inclui no programa a estratégia de “retirar o Brasil do Brics de forma diplomática, preservando pragmaticamente as relações comerciais com todos os países do bloco”.
Integrantes da campanha avaliam que os Brics não evoluíram em cooperação econômica além da criação do NDB (Novo Banco de Desenvolvimento) e que não houve acordos para facilitar comércio, harmonizar padrões, convergir regulações ou integrar cadeias de valor.
A sigla Brics reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul; o grupo admitiu depois membros permanentes: Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia, e parceiros como Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Nigéria.
O programa propõe “retomar o processo de adesão do Brasil à OCDE, promovendo as reformas institucionais e econômicas necessárias para aderir ao bloco e tornando o país mais competitivo”.
Entre exigências citadas para a OCDE estão adequação de regras de tributação, redução de barreiras tarifárias e não tarifárias, garantia de sustentabilidade das contas públicas e diretrizes para evitar interferência política em empresas públicas.
O plano também recomenda transformar o Mercosul em zona de livre comércio para destravar novos acordos diretos com outros países.
O próximo passo previsto no documento é retomar formalmente o processo de adesão do Brasil à OCDE, promovendo reformas institucionais e econômicas necessárias.