Vale-refeição cobre só nove almoços por mês; falta ~R$ 400
Pluxee mostra benefício durou média de nove dias úteis no 1º semestre; preço médio do almoço é R$ 44,69.

O vale-refeição durou em média apenas nove dias úteis no primeiro semestre do ano.
Para cobrir 22 dias úteis com um almoço diário seriam necessários cerca de R$ 983 — cerca de R$ 400 a mais que o valor médio do benefício.
A pesquisa da Pluxee registra nove dias úteis no 1º semestre, dez dias em 2025 e 18 dias em 2019; o preço médio da refeição é R$ 44,69; o vale médio é R$ 583,75.
A inflação da alimentação fora do domicílio acumulou 6,22% no período analisado, enquanto o valor médio do vale-refeição avançou 1,5%.
Por estado, o vale dura seis dias em Roraima, sete no Maranhão, oito no Acre e Rondônia, cerca de 12 no Rio de Janeiro e em São Paulo, e 13 em Minas Gerais.
Grandes operadoras oferecem cashback e subsídios para empresas que saem do PAT, atraindo empregadores com vantagens sem os incentivos fiscais do programa.
O PAT concede ao empregador dedução de até 4% do IRPJ para empresas no lucro real e isenção do INSS e FGTS sobre o valor do benefício.
Fora do PAT, emissoras de vales ficam livres do teto de cobrança de 3,6% por transação, podendo praticar taxas maiores e bancar benefícios adicionais.
Especialistas consideram ilegal a prática de abandonar o PAT para aceitar vantagens das operadoras.
A atual gestão teme que a saída massiva de empresas esvazie a política pública e comprometa a meta de reduzir o custo da alimentação trabalhista.