Travesti, de direita e no PL
Única travesti do partido no Sul, Yoyo Panda diz que não é mulher e afirma que diversidade também tem espaço na direita

Yoyo Panda, que se apresenta como a única travesti do PL na Região Sul do Brasil, afirma que sua atuação política busca mostrar que diversidade e direita não são conceitos incompatíveis. Ao mesmo tempo, faz questão de reconhecer as diferenças entre a sua realidade e a das mulheres.
“Eu sou travesti, sou de direita e não sou mulher. Jamais vou sofrer a dor de um parto ou de uma cesariana, experiências que pertencem às mulheres. Justamente por isso, quero que elas tenham sua voz e seu espaço respeitados”, afirma.
Yoyo diz que suas pautas se somam às reivindicações femininas e que pretende defender mulheres em seus diferentes papéis na sociedade, como mães, filhas, irmãs e profissionais.
Segundo ela, ainda existe a ideia de que uma travesti necessariamente precisa estar politicamente alinhada à esquerda. Yoyo rejeita esse enquadramento e sustenta que sua presença no PL também representa uma parcela da diversidade que se identifica com valores de direita.
“Quero mostrar que existe representatividade dentro da direita e que orientação sexual ou identidade de gênero não determina posição política”, diz.
Para Yoyo, sua trajetória busca quebrar dois estereótipos ao mesmo tempo, o de que travestis precisam ser de esquerda e o de que não existe espaço para a diversidade dentro da direita.