SindiTabaco participa do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio
Evento em São Paulo, em 10 de agosto, reuniu líderes do agro e discutiu integração entre agro e indústria

O SindiTabaco participou nesta segunda, 10 de agosto, do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, em São Paulo.
O evento, organizado pela ABAG em parceria com a B3, reforçou o papel do mercado de capitais no financiamento do setor; números do mercado até junho foram destacados:
R$ 470 bilhões — emissões de CPR
R$ 560 bilhões — LCAs
R$ 170 bilhões — CRAs
>R$ 30 bilhões — CDCA
600 mil investidores — aplicações em CRA (tíquete médio R$ 43 mil)
~R$ 1 mil — tíquete médio do Fiagro
A solenidade de abertura teve a entrega da Agenda Estratégica da Agroindústria Brasileira ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; a agenda resultou de estudo que avaliou mais de 80 fatores.
Participaram da abertura Ingo Plöger (presidente da ABAG), André de Paula (ministro da Agricultura e Pecuária), Geraldo Melo Filho (secretário de Agricultura de SP), Antonio Mello Alvarenga Neto (presidente da SNA), Ana Repezza (presidente da CropLife Brasil), Tirso de Salles Meirelles (presidente da FAESP/SENAR), Silvia Massruhá (presidente da Embrapa), Tania Zanella (presidente da OCB e do Instituto Pensar Agro), Marcelo Regunaga (coordenador do GPS), Luiz Masagão (vice da B3), a senadora Tereza Cristina e o deputado federal Arnaldo Jardim.
Os debates focaram na integração entre agro e indústria como motor de inovação; o primeiro painel, mediado por William Waack, tratou de marco legal, proteção de cultivares, inovação e previsibilidade regulatória.
Ana Repezza defendeu que marcos legais e previsibilidade regulatória estimulam investimentos; Gastón Díaz Pérez, CEO da Bosch América Latina, pediu menos obstáculos regulatórios e qualificação para aplicar IA; Gustavo Mariano, vice da Inpasa, ressaltou a necessidade de adaptação rápida e adoção de tecnologias.
Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco, afirmou no congresso: “Em um ambiente desafiador, com entraves estruturais, volatilidade econômica, insegurança regulatória e necessidade de ampliar a competitividade, precisamos estar alinhados com as prioridades estratégicas e tendências do agronegócio”.
Em parceria com a B3, palestrantes citaram instrumentos financeiros que ampliam acesso ao capital: Flávia Palacios (diretora da ANBIMA) pediu capacitação do produtor e conhecimento do mercado financeiro; Fabiana Perobelli (B3) explicou que a CPR pode virar garantia para operações de CRA; Julyana Yokota (S&P Global Ratings) participou do painel sobre financiamento.