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Sem luz há 48 horas, moradores bloqueiam ERS‑786 no Litoral Norte

Prefeitos da Amlinorte avaliam ação judicial contra a CEEE Equatorial; concessionária diz prever restabelecimento apenas na próxima terça

Redação POLITICA.RS9 de ago. de 2026 · 14h318 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Sem luz há 48 horas, moradores bloqueiam ERS‑786 no Litoral Norte
Joseolgon (CC BY-SA 4.0) via Wikimedia Commons

Moradores do Litoral Norte do RS estão sem energia há 48 horas e bloquearam a ERS‑786 em protesto no balneário Tiarajú, em Tramandaí.

A Amlinorte e prefeitos da região avaliam acionar judicialmente a CEEE Equatorial; a concessionária prevê restabelecimento apenas na próxima terça.

Moradores atearam fogo em galhos nas margens da ERS‑786 para iluminar a manifestação; a Brigada Militar acompanhou o protesto em Tramandaí. Um morador disse que a esposa precisa de aparelhos contínuos para asma e tem usado apenas a bombinha manual. Prefeitos reuniram‑se virtualmente com a CEEE Equatorial na tarde de sábado para cobrar aceleração dos atendimentos.

O presidente da Amlinorte, prefeito Marcos Venícios Evaldt da Silveira, de Morrinhos do Sul, afirmou que 60% de Morrinhos do Sul está sem energia, com poços artesianos paralisados e comunidades rurais sem água e luz. Levantamento da Amlinorte indica Maquiné com 80% do município impactado e Caraá com 60%; listam‑se também Três Cachoeiras, Arroio do Sal, Mostardas, Santo Antônio da Patrulha, Três Forquilhas, Xangri‑lá, Palmares do Sul, Terra de Areia, Mampituba, Imbé e Itati.

O apagão decorre do ciclone‑bomba que atingiu a região na quinta‑feira; a CEEE Equatorial diz que houve danos severos à rede em quase 40 dos 72 municípios atendidos e que parte dos reparos é complexa.

28.000 — clientes ainda sem energia na manhã de domingo

92% — consumidores já normalizados pela CEEE Equatorial

375.000 — pico de clientes sem energia no desabastecimento

54.000 — clientes sem energia na noite de sábado, quando ocorreram os protestos

500 — equipes mobilizadas pela CEEE Equatorial

5.000 — clientes sem energia na área da CPFL RGE

"Não temos luz e ela passando mal. Ela está tendo que usar só a bombinha manual. Estamos abandonados", disse um morador durante o protesto em Tramandaí.

Prefeitos decidiram nesta semana tomar medidas conjuntas: acionar judicialmente a concessionária e solicitar apoio do Ministério Público do Rio Grande do Sul; o prefeito de Santo Antônio da Patrulha, Rodrigo Massulo, afirmou que não vão esperar até terça e que vão judicializar e seguir cobrando a normalização.