Prefeitos do Litoral Norte exigem retorno da energia após ciclone-bomba
Amlinorte vai cobrar legalmente a CEEE Equatorial e pedir apoio do Ministério Público após apagões desde 06/08/2026

A Associação dos Municípios do Litoral Norte (Amlinorte) avalia alternativas legais para cobrar da CEEE Equatorial a restauração da energia após o ciclone-bomba de 06/08/2026.
Passadas 48 horas do evento, municípios seguem com comunidades sem luz e sem água, e as reclamações motivaram reunião on-line com a CEEE Equatorial na tarde de sábado.
O presidente da Amlinorte, prefeito Marcos Venícios Evaldt da Silveira, de Morrinhos do Sul, afirmou que a entidade atuará fortemente nesta semana junto à concessionária e aos órgãos de fiscalização.
Em Morrinhos do Sul 60% da cidade está impactada pela falta de energia, os poços artesianos paralisaram e a maioria das comunidades rurais está sem água e luz, disse o presidente.
Maquiné chega a 80% do município impactado pela falta de luz; Caraá registra 60% do território sem energia.
A mesma situação ocorre em Três Cachoeiras, Arroio do Sal, Mostardas, Santo Antônio da Patrulha, Três Forquilhas, Xangri-lá, Palmares do Sul, Terra de Areia, Mampituba, Imbé, Itati e outros municípios.
As principais reclamações são falta de equipes técnicas, despreparo do pessoal, atrasos por burocracia e morosidade excessiva nos atendimentos.
Os prefeitos decidiram tomar medidas conjuntas para acionar a concessionária e solicitar apoio do Ministério Público em benefício das comunidades.
Amlinorte e prefeitos apontam preocupação com as previsões de intensificação do fenômeno El Niño nos próximos meses, que podem aumentar chuvas e ventos no Sul do Brasil.
06/08/2026 — data do ciclone-bomba que provocou os apagões
"Estamos com 60% da cidade de Morrinhos do Sul impactada pela falta de energia elétrica", declarou Marcos Venícios Evaldt da Silveira.
A próxima etapa é a atuação conjunta da Amlinorte nesta semana para cobrar a CEEE Equatorial e acionar os órgãos de fiscalização e o Ministério Público.