PF reforça segurança dos presidenciáveis com início da campanha e monitoramento diário
Operação, iniciada em 20 de julho, amplia vigilância nas redes e prevê R$ 95 milhões para proteção nas eleições de 2026

A Polícia Federal intensificou o monitoramento de redes sociais e a segurança dos candidatos à Presidência com o início da campanha neste domingo (16), ação que começou em 20 de julho.
A corporação fará avaliações diárias do nível de risco de cada presidenciável, com possibilidade de reclassificação e aumento do efetivo de proteção conforme volume e gravidade das ameaças.
Equipes de inteligência da PF acompanham publicações e movimentações na internet para identificar ameaças a eventos específicos e diferenciar provocações sem indícios de ação concreta.
A análise de risco será atualizada conforme características de cada compromisso de campanha, mudanças nas agendas, aumento da exposição pública ou surgimento de novas ameaças.
Para as eleições de 2026 a PF desenvolveu uma matriz de risco que considera histórico de ameaças, nível de exposição e popularidade do candidato.
A corporação estima gastar cerca de R$ 95 milhões na estrutura de proteção aos candidatos à Presidência durante o período eleitoral.
Mais de 600 profissionais receberam capacitação específica e mais de 450 foram recrutados para atuar diretamente na operação.
Parte do orçamento será usada em mobilização de equipes, contratação de serviços e aquisição de equipamentos como veículos blindados, coletes balísticos de alto desempenho, sistemas de defesa contra drones e kits antibombas.
Os candidatos serão submetidos aos mesmos critérios técnicos de avaliação, mas o tamanho e a composição das equipes poderão variar conforme o nível de risco atribuído a cada candidatura.
A operação é coordenada pela Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília, que acompanha em tempo real deslocamentos, agendas e oferece suporte logístico às equipes.
A PF prevê atuação integrada com forças estaduais e municipais e orienta conciliar a proteção dos candidatos com a menor interferência possível na rotina e na dinâmica dos atos de campanha.