PDT e PT dividirão poder se Juliana vencer
Aliança que sustenta candidatura ao Piratini deverá se refletir na distribuição das principais secretarias

Uma eventual vitória de Juliana Brizola ao governo do Rio Grande do Sul deverá levar PDT e PT a dividir espaços importantes no Palácio Piratini. A composição que uniu os dois partidos na eleição tende a se repetir na montagem do primeiro escalão.
Pelo PDT, dois nomes aparecem como praticamente certos em um eventual governo. Vieira da Cunha, coordenador da campanha, e o professor Paulo Burmann, responsável pela coordenação do plano de governo. O deputado federal Afonso Motta, um dos principais aliados de Juliana, também é apontado como nome com espaço no secretariado, independentemente do resultado de sua candidatura à reeleição.
Do lado petista, Paulo Pimenta desponta como um dos nomes de maior peso. O deputado federal teve participação decisiva na construção da aliança e atualmente disputa uma vaga no Senado. Caso não seja eleito, poderá ocupar uma secretaria estratégica.
Na Saúde, o PT também teria alternativas. Os médicos Henrique Fontana e Alexandre Bublitz aparecem como nomes com perfil para assumir a pasta.
Assim, uma vitória de Juliana não significaria apenas a chegada do PDT ao Piratini. O PT, parceiro fundamental da coligação, também deverá ocupar espaços relevantes e participar diretamente da divisão de poder no futuro governo.