Marina do MST busca reeleição à Alerj focando políticas nos territórios
Deputada eleita em 2022 diz que seu mandato prioriza favelas, reforma agrária e enfrentamento à extrema direita

A deputada estadual Marina do MST (PT-RJ) disputa a reeleição na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Ela diz que usa o mandato para implementar políticas públicas do presidente Lula e levar reivindicações da população mais excluída ao centro do debate estadual.
Marina foi eleita para o primeiro mandato em 2022 e é a primeira mulher do MST a ocupar cadeira na Alerj; afirma atuar abrindo espaços para movimentos populares dentro da Casa do Povo.
A parlamentar destaca foco em favelas e na luta das mulheres, especialmente mulheres pretas, como eixo para “fazer com que a política pública chegue nos territórios”.
Marina afirma ter feito enfrentamento direto à extrema direita, identificada por ela com o projeto do ex-governador Claudio Castro, e diz que esse grupo é nefasto para a população do estado.
Ela descreve a Alerj como a casa “mais complicada de todo o país”, citando conservadorismo e conexões entre política e crime organizado; lembra que três deputados estaduais da Alerj estão presos, entre eles o presidente Rodrigo Bacellar, alvo de investigação da Polícia Federal e do Ministério Público.
No campo da reforma agrária, Marina aponta que o Rio é o estado mais urbanizado do país, o que invisibiliza a pauta e dificulta políticas de desenvolvimento rural e de assentamentos.
Cita o assentamento de Campo Alegre, na Baixada Fluminense, que esteve 42 anos em luta e foi regularizado há três meses, e celebra o assentamento de 185 famílias nas terras da antiga Usina Cambaíba.
Marina afirma que as 185 famílias da Cambaíba produzem alimentos saudáveis em cooperativas e vê o assentamento como reparação histórica à democracia brasileira.
Como prioridades futuras, ela lista o fim da escala 6×1, a defesa da vida das mulheres e o enfrentamento da crise climática.
2022 — ano em que Marina foi eleita para o primeiro mandato
42 anos — tempo de luta do assentamento Campo Alegre
3 meses — tempo desde a regularização de Campo Alegre
30 anos — tempo de atuação do MST no Rio comemorado este ano
185 famílias — assentadas nas terras da antiga Usina Cambaíba
3 deputados estaduais da Alerj presos, entre eles o presidente Rodrigo Bacellar
"Um mandato de dentro para fora e de fora para dentro, norteado pelo fortalecimento dos movimentos sociais", disse Marina sobre sua atuação na Alerj.
Marina se prepara para disputar a reeleição à Alerj nas próximas eleições.