Manuela d’Ávila quer anistia da dívida do RS por dois a três anos
A ex-deputada do Psol volta a concorrer ao Senado em outubro e defende prorrogação do não pagamento para enfrentar emergência climática.

Manuela d’Ávila (Psol) afirmou que, como senadora, vai defender a anistia da dívida do Rio Grande do Sul por mais dois ou três anos.
A proposta tem justificativa prática: ela citou a emergência climática como motivo para prorrogar o não pagamento da dívida.
Manuela voltou a disputar eleição após oito anos fora das urnas e será candidata ao Senado Federal em outubro para suceder Paulo Paim (PT) em Brasília.
A entrevista foi gravada nesta segunda-feira (16) no estúdio ABCplay, durante a Central Grupo Sinos de Eleições.
Manuela foi a vereadora mais jovem de Porto Alegre em 2004; foi deputada federal em 2006 e 2010, com 271,9 mil e 482,5 mil votos, respectivamente, e teve mais de 220 mil votos como deputada estadual em 2014.
Em 2018, ela disputou a vice-presidência pelo PCdoB na chapa de Fernando Haddad (PT) e perdeu no 2º turno para Jair Bolsonaro, então no PSL; foi candidata à Prefeitura de Porto Alegre em 2008, 2012 e 2020.
"Eu, como senadora, vou defender a anistia da dívida por mais dois ou três anos", disse Manuela na entrevista, citando ainda que "é um momento de muita tensão" e que o presidente Lula é, em sua opinião, "a voz mais importante em defesa da democracia e da paz".
Questionada sobre polarização, ela lembrou dos ataques sofridos pela filha Laura em suas duas últimas eleições e afirmou: "Vou ser senadora para sentar com quem quer defender o Brasil e pensa diferente de mim."