Justiça suspende punições a faculdades de Medicina mal avaliadas
Cremers alerta que manter cursos com baixo desempenho sem sanções pode colocar em risco a qualidade da formação e o atendimento à população

Uma decisão liminar da Justiça Federal suspendeu as punições aplicadas pelo Ministério da Educação às faculdades de Medicina que tiveram desempenho insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, o Enamed.
A medida provocou reação do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), que defende critérios rigorosos para garantir a qualidade dos futuros médicos.
O problema é simples. Se uma avaliação identifica cursos com notas muito baixas, mas nenhuma medida pode ser tomada, o exame perde parte de sua função. Segundo o Cremers, instituições com falhas na estrutura, professores, hospitais-escola ou acompanhamento dos estudantes podem formar profissionais sem a preparação necessária.
E quem pode pagar essa conta é o paciente.
Para o Conselho, cobrar qualidade das faculdades não é uma defesa corporativa dos médicos. É uma questão de saúde pública. A entidade sustenta que cursos com desempenho ruim precisam corrigir suas deficiências e cumprir padrões mínimos antes de continuar formando novos profissionais.