INSS pode gastar até R$ 189,03 milhões por ano com entregadores do iFood
Estimativa de Leonardo Rolim parte de 600 mil entregadores ativos e pressupõe benefício calculado sobre o salário mínimo.

O custo anual estimado do INSS com auxílio por incapacidade temporária para entregadores do iFood pode chegar a R$ 189,03 milhões.
O cálculo foi feito pelo consultor de orçamento da Câmara e ex-presidente do INSS Leonardo Rolim, usando premissas sobre quantidade de entregadores, frequência de acidentes e tempo de afastamento.
A estimativa parte de cerca de 600 mil entregadores ativos, número informado pelo iFood em documentos do processo, e projeta o benefício com base no salário mínimo.
Em cenário mais conservador, tomando como referência roughly 1.600 acidentes por ano informados pela seguradora MetLife, o custo estimado cai para aproximadamente R$ 8 milhões anuais.
Uma liminar do Ministério Público do Trabalho na Bahia determinou que o INSS não recuse automaticamente pedidos de benefícios apenas por ausência de vínculo formal, CAT ou contribuição registrada; cada pedido deve ser recebido, analisado e decidido individualmente.
O auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) é concedido a quem ficar incapaz por mais de 15 dias; a regra geral exige carência de 12 contribuições, mas a carência pode ser dispensada em casos relacionados a acidente; pedidos podem ser iniciados pelo Meu INSS e podem exigir perícia.
A definição sobre quem deve financiar a proteção previdenciária de trabalhadores de plataformas digitais permanece em debate e deve influenciar eventuais gastos futuros do INSS.