Inflação cai a 0,07% em julho e IPCA volta à meta do governo
IPCA acumula 4,44% em 12 meses, dentro do intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%.

Inflação oficial ficou em 0,07% em julho, com alimentos mais baratos.
O IPCA acumulou 4,44% em 12 meses, retornando ao intervalo de meta do governo (1,5% a 4,5%).
O dado foi divulgado nesta terça-feira (11) pelo IBGE; o boletim Focus de segunda (10) projetava 0,07% para julho.
O resultado de julho é o menor desde agosto de 2025 (0,11%); considerando apenas meses de julho, é o pior desde 2022 (-0,68%).
O índice de difusão foi 50%, ou seja, metade dos 377 subitens pesquisados teve alta de preço.
Alimentação e bebidas recuaram 0,67% em julho; alimentação no domicílio caiu 1,14%, puxada por tubérculos, raízes e legumes (-16,15%).
O IBGE registra queda do preço do café em 12 meses de 17,2%, a maior desde o início do Plano Real, em 1994.
“O clima ficou mais favorável”, disse o analista Fernando Gonçalves, explicando a maior oferta de alimentos.
Energia elétrica subiu 3,09% em julho, com impacto individual de 0,13 ponto percentual, por reajustes em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba.
O analista Fernando Gonçalves lembra que consumidores receberão em agosto o desconto Bônus Itaipu, já aprovado pela Aneel.
No grupo transportes, passagens aéreas subiram 11,67%; combustíveis caíram 1,44% (etanol -2,26%, gasolina -1,37%, óleo diesel -1,22%, gás veicular -0,08%).
O IPCA mede o custo de vida para famílias com rendimento entre 1 e 40 salários mínimos, com preços coletados em 377 subitens e 16 regiões e capitais pesquisadas.
O acumulado estava em 4,39% em abril, subiu para 4,72% em maio e 4,64% em junho, antes de recuar a 4,44% em julho.
O mercado financeiro projeta IPCA de 5,02% para o fim de 2026.