Haiti mantém eleição para 13 de dezembro apesar do avanço das gangues
Conflitos semanais, bloqueios e 1,5 milhão de deslocados tornam o pleito improvável e inviabilizam campanha nacional

O Haiti manteve a eleição presidencial para 13 de dezembro, apesar da violência das gangues e do vácuo institucional.
Isso deixa o pleito improvável: as principais estradas estão bloqueadas e a circulação nacional para campanha é impossível.
Conflitos armados ocorrem semanalmente em Porto Príncipe e arredores; hospitais, escolas e universidades sofrem suspensões; um milhão e meio de pessoas foram deslocadas internamente.
O pleito vem sendo adiado há mais de quatro anos e o país vive uma década sem eleições para renovar representantes em cargos públicos.
A correspondente Cha Dafol, no Haiti, afirmou que a população “simplesmente não acredita que vai acontecer essa eleição” e que há muitas perguntas sem resposta.
Cha Dafol também destacou aumento de sequestros, inclusive de membros do governo, e perguntou se negociar com gangues envolveria “dinheiro”, “lugares no poder” ou “manipulação dos resultados”.
13 de dezembro — data marcada para a eleição presidencial
1.500.000 — pessoas deslocadas internamente
mais de 4 anos — tempo de adiamento do pleito
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