Gabriel Souza defende apoio ao tabaco e aeroporto regional em Santa Cruz do Sul
Vice-governador e candidato do MDB relembra atuação na enchente de 2024 e propõe obras e incentivos para logística e produtores

Gabriel Souza (MDB), vice-governador e candidato ao governo, defende apoio à cadeia do tabaco e investimento em aeroporto regional de Santa Cruz do Sul.
Souza morou cerca de duas semanas em Santa Cruz do Sul durante a catástrofe climática de 2024, período que diz ter ajudado a entender demandas locais.
Ele citou o programa Terra Forte como política estadual para recuperar solo após as enchentes de 2024 e para viabilizar compra de insumos como calcário para a agricultura familiar.
O candidato afirmou que o governo federal não permite acesso a crédito agrícola para produtores de tabaco, enquanto o estado adotou políticas públicas que incluem esse setor.
“A toda vez que aperta o cerco ao tabagismo formal — ou seja, na indústria formalizada, que gera emprego aqui —, tu tens um aumento do contrabando, vindo em especial do Paraguai”, disse Souza sobre efeitos do aperto ao setor.
Sobre logística, ele defendeu ampliar a capacidade do Aeroporto de Santa Cruz do Sul em parceria com prefeitura e governo federal, citando o uso do aeroporto e de um heliponto da Unisc para doações e voos durante as enchentes.
Souza listou incentivos à aviação regional já adotados: redução no combustível de aviação para empresas com mais de três linhas e concessões dos aeroportos de Passo Fundo e Santo Ângelo.
Ele lembrou que uma empresa gaúcha vencedora das concessões vai investir mais de R$ 100 milhões em Passo Fundo e Santo Ângelo.
Na rodovia RSC-287, Souza afirmou que a travessia urbana de Santa Cruz do Sul já foi duplicada; mais 30 quilômetros até Venâncio Aires estão em execução, com 12 quilômetros já concluídos em Santa Cruz.
Criticou a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), dizendo que a estatal duplicou apenas sete quilômetros em 14 anos, e defendeu concessões para acelerar obras.
Para minimizar danos climáticos, citou ações já em curso: 150 quilômetros de diques em Porto Alegre e viadutos na região de Agudo para dar fluidez à água.