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Fazenda avalia mudanças no Move Brasil para atrair bancos privados

Programa em vigor desde 27 de julho pode testar integração com plataformas e ajustes para ampliar participação de instituições privadas

Redação POLITICA.RS19 de ago. de 2026 · 22h043 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Fazenda avalia mudanças no Move Brasil para atrair bancos privados
Reprodução: www.radioaltotaquari.com.br

O governo avalia alterações no Programa Move Brasil, em vigor desde 27 de julho, para aumentar a adesão de bancos privados, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

A equipe econômica estuda aprimorar a integração com plataformas de transporte para facilitar acesso a informações de renda e, com isso, ampliar o volume de financiamentos com bancos privados.

Durigan falou nesta quarta (19), após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros ministros no Palácio da Alvorada, e afirmou que há opções legais e operacionais em análise com os bancos.

O Move Brasil oferece linhas de crédito com juros reduzidos para compra de veículos para motoristas de aplicativo e taxistas, financiando carros novos de até R$ 150 mil, além de seminovos, motocicletas e bicicletas.

O ministro relatou participação maior dos bancos públicos — Banco do Brasil e Caixa — e menor apetite dos bancos privados, apesar de garantias do governo; ele afirmou que o volume de operações é “razoavelmente satisfatório”.

Na reunião com Lula, ministros também avaliaram outros programas de crédito: linhas para caminhões e ônibus, financiamento de motocicletas, o Programa Desenrola e medidas de apoio a trabalhadores e empresas.

27 de julho — início de vigência do Move Brasil

R$ 150 mil — teto para carros novos financiáveis

37,5% — tarifa aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros

Lei 15.122/2025 — Lei da Reciprocidade Econômica

“A disposição por negociação é completa do nosso lado”, disse Durigan ao tratar das negociações com os Estados Unidos, afirmando que a aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica não deve atrapalhar o diálogo com Washington.

O próximo passo é testar ajustes com bancos privados e conduzir consultas diplomáticas sobre a reciprocidade; o governo também avalia estender o regime de drawback dentro do programa Brasil Soberano.