Dilma: Fidel é “símbolo vivo” da luta por justiça social e soberania
A ex-presidenta falou no 1º Colóquio Internacional em Havana e citou papel de Cuba no Mais Médicos

A ex-presidenta Dilma Rousseff afirmou em uma saudação ao 1º Colóquio Internacional “Fidel Castro Ruz: pensamento e obra”, em Havana, que Fidel é “um símbolo vivo da luta pela justiça social, pela liberdade e pela soberania”.
Dilma preside atualmente o Novo Banco de Desenvolvimento, com sede em Xangai, e vinculou o legado de Fidel à prática do internacionalismo e da solidariedade concreta.
Ela lembrou que, em sua juventude, foi marcada pelo exemplo de coragem e rebeldia nascido em Cuba em 1959.
Rousseff contou ter conversado por cerca de duas horas com Fidel em sua residência em Havana, durante a inauguração do porto de Mariel, e disse ter visto “o homem por trás do mito”.
Ao tratar da relação entre Fidel e o Brasil, Dilma citou o apoio decisivo de Cuba para a implementação do programa Mais Médicos durante seu governo.
A ex-presidenta afirmou que mais de 11 mil médicos cubanos chegaram ao Brasil para atuar em periferias, no semiárido, na Amazônia e em aldeias indígenas, salvando vidas e devolvendo esperança.
Ela afirmou que Fidel projetou Cuba internacionalmente, citou a participação cubana na luta contra o apartheid e a cooperação médica e educacional com outros povos.
Rousseff destacou a intervenção de Fidel na Cúpula da Terra, no Rio, em 1992, quando ele alertou sobre mudanças climáticas e consumismo desenfreado.
Ao final, reafirmou compromisso com os princípios que atribuiu à herança de Fidel: justiça social, soberania dos povos, integração latino-americana e solidariedade.