Comissão aprova suspensão de 10 anos da CNH para mortes em acidente com álcool
Projeto aumenta multas — multiplicador caiu de 100 para 50 — e segue para a CCJ antes de ir ao Congresso Nacional

Comissão de Viação e Transportes aprovou nesta quarta (12) projeto que suspende CNH por 10 anos para motoristas embriagados envolvidos em acidentes com morte.
A proposta também eleva multas: multiplicador para casos fatais foi fixado em 50 vezes o valor da infração grave.
O autor é deputado Gilvan Maximo (Republicanos-DF); o relator Marcos Tavares (PDT-RJ) manteve a suspensão de 10 anos e reduziu o multiplicador de 100 para 50.
O texto estabelece multa de 50 vezes a infração de dirigir sob influência de álcool; com infração gravíssima a R$ 293,47, o valor pode atingir R$ 14.673,50.
Para acidentes que deixarem a vítima permanentemente inválida, o projeto prevê suspensão da CNH por cinco anos e multa multiplicada por 20, alcançando R$ 5.869,40.
As punições dependem de comprovação de que o motorista se envolveu no sinistro nas circunstâncias previstas e teve responsabilidade pela ocorrência.
A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro e seguirá para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania; depois precisa avançar nas votações do Congresso Nacional.
A Lei Seca, criada em 2008, adotou tolerância zero para consumo de álcool por motoristas.
Entre 2010 e 2024, a taxa de mortes no trânsito atribuíveis ao álcool por 100 mil habitantes caiu 19,5% no país, mas a redução perdeu ritmo nos últimos anos.
Levantamento do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, divulgado em junho de 2026, apontou 13.075 mortes relacionadas a álcool e direção em 2024, alta de 6,2% em relação a 2023, e 102.440 internações em 2025, aumento de 1,9%.
50 — multiplicador da multa para acidentes fatais
R$ 14.673,50 — multa máxima estimada para acidente com morte
10 anos — suspensão da CNH prevista para casos fatais
20 — multiplicador da multa para vítima permanentemente inválida
R$ 5.869,40 — multa estimada para invalidez permanente
A próxima etapa é a votação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.