Cisvale mobiliza municípios para diagnosticarem riscos com a Lente Climática
Metodologia do AdaptaCidades será aplicada para gerar mapas, indicadores e prioridades de adaptação no Vale do Rio Pardo.
O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) mobiliza municípios da região para aplicar a Lente Climática do programa federal AdaptaCidades.
A meta é transformar dados dispersos em diagnóstico capaz de indicar riscos e orientar Planos Municipais de Adaptação à Mudança do Clima.
O engenheiro ambiental Roberto de Monte Baccar Pilz apresentou a metodologia, que cruza ameaça climática, exposição, vulnerabilidade e capacidade adaptativa para medir risco municipal.
O processo começa pelo levantamento e triagem de dados históricos, territoriais, populacionais e climáticos e deve resultar em mapas, indicadores, áreas prioritárias, setores críticos, cenários e lacunas.
A diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, disse que a integração de registros da Defesa Civil, S2iD, Saúde, Assistência Social, saneamento, planos diretores, IBGE e plataformas como Prepara RS e PClima/Inpe é essencial.
O presidente do Cisvale e prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker, afirmou que a inclusão no AdaptaCidades é oportunidade para converter suporte técnico em planejamento e preparação regional.
A Lente Climática será usada junto às ações do Comitê Pró-Clima e da Agenda Ambiental 2030 para antecipar vulnerabilidades e priorizar medidas antes de novos eventos extremos.
"A Lente Climática nos ajuda a olhar o município com os ‘óculos do clima'", afirmou Roberto Pilz, explicando que é preciso saber onde, quem, com que recorrência e qual capacidade de resposta.
O próximo passo é mobilizar diferentes secretarias municipais para reunir as informações necessárias e construir, em conjunto, os diagnósticos locais.