“Caso das Mãos Amarradas”: 60 anos de Manoel Soares com exposição e cine-debate
A programação em Porto Alegre inclui exposição na Câmara Municipal entre 12 e 21 e cine-debate com o documentário ‘Manoel e Betinha’ em 13.

O “Caso das Mãos Amarradas” completa 60 anos com exposição e cine-debate em Porto Alegre.
A exposição “60 anos do assassinato do sargento Manoel Raimundo Soares” ficará aberta de 12 a 21, no salão Adel Carvalho da Câmara Municipal de Porto Alegre, com visitação das 8h30 às 18h; a abertura será às 13h desta quarta-feira (12).
Na quinta-feira (13) haverá cine-debate do documentário “Manoel e Betinha” no Salão de Atos da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), avenida Borges de Medeiros, 915, 8º andar, com organização da ARI, do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) e da Associação de Ex-Presos e Perseguidos Políticos do RS (AEPPP-RS).
O filme reconstrói a clandestinidade, prisão, tortura e morte de Manoel Raimundo Soares e será seguido por debate entre o jornalista Rafael Guimarães e o desembargador João Batista Tovo, mediado pela presidente da ARI, a jornalista Cláudia Coutinho.
Manoel Raimundo Soares teve prisão decretada após o golpe de 1964, passou à clandestinidade, foi preso em Porto Alegre por militares à paisana em março de 1966, levado ao Dops, transferido para a Ilha do Presídio e, após meses de tortura, morreu sob responsabilidade do Estado.
O corpo de Soares foi encontrado nas águas do Guaíba com as mãos amarradas e marcas de tortura; o caso virou símbolo da repressão no Rio Grande do Sul e da violência contra presos políticos durante a ditadura.
A exposição conta com o apoio da Comissão Nacional de Memória e Justiça do PCdoB.