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Amorim diz que ações dos EUA contra o Brasil têm motivação política

Debate na Comissão de Relações Exteriores reuniu Amorim e deputados da oposição nesta quarta (12); confronto incluiu tarifaço, visto e classificação de facções.

Redação POLITICA.RS12 de ago. de 2026 · 15h329 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Amorim diz que ações dos EUA contra o Brasil têm motivação política
Reprodução: guaiba.com.br

Celso Amorim afirmou que ações recentes dos EUA contra o Brasil têm motivação política e criticou vídeo do Departamento de Estado publicado em 11.

A demora do Brasil em conceder visto diplomático ao indicado norte-americano levou os EUA a cancelar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti; o governo brasileiro decidiu não conceder vistos diplomáticos até as eleições de outubro.

Na Comissão de Relações Exteriores da Câmara, nesta quarta (12), o assessor especial da Presidência citou o "tarifaço" e acusou a Casa Branca de tentar relativizar a soberania latino-americana; ele disse que "o presidente Lula tem sido firme em reiterar que não aceitaremos" medidas unilaterais.

Oposição reagiu: o presidente da comissão, deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP), acusou o governo de transformar o Brics numa frente anti‑ocidental e pediu que o Brasil "destrave" o visto diplomático ao indicado dos EUA, Daniel Pérez.

O deputado Marcel Van Hatten (Novo-RS) afirmou que o bloqueio de contas de empresas americanas e o caso da rede social X configuram "agressão brasileira à soberania americana"; o deputado General Girão (PL-RN) defendeu a classificação das facções pelo governo Trump.

Amorim também abordou a decisão dos EUA de qualificar facções criminosas brasileiras como terroristas, afirmando que a designação pode ser usada como pretexto para intervenções externas, inclusive militares, e citou exemplos de operações no Pacífico e Caribe que resultaram em mais de 200 mortes.

O embaixador chamou de "bizarra" a divulgação do indicado americano antes do aceite do Itamaraty, lembrou que os EUA passaram mais de um ano e meio sem embaixador no Brasil e afirmou que o país está aberto a negociar com qualquer governo, independentemente da posição política.

Próximo passo: o governo manteve a decisão de suspender vistos diplomáticos até as eleições de outubro, e a Câmara debate pedidos de agilização para o credenciamento do indicado americano.