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“A resposta é negra”: deputada do PT chama ao voto por mais mulheres negras

Deputada estadual de Pernambuco e presidenta da Comissão de Cidadania diz que eleger mulheres negras é transformar prioridades políticas

Redação POLITICA.RS11 de ago. de 2026 · 21h044 acessos📲 Enviar no WhatsApp
“A resposta é negra”: deputada do PT chama ao voto por mais mulheres negras
Reprodução: www.brasildefato.com.br

Advogada popular, professora de história e deputada estadual pelo PT em Pernambuco, ela é presidenta da Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular da Assembleia Legislativa.

“Um mundo melhor para as mulheres negras é um mundo melhor para todas as pessoas”, afirmou ao defender a pauta das mulheres negras nas mobilizações pelo Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho.

Ela citou dados econômicos e sociais para sustentar a urgência da pauta: mulheres negras recebem em média metade da renda dos homens brancos (Índice de Justiça Econômica Racial, dados IBGE e Ipea, 2026–2023) e o desemprego entre jovens negras de 25 a 29 anos é quase três vezes o dos homens brancos (PNAD Contínua, 2025).

A deputada destacou ainda que mulheres negras levariam cerca de sete gerações (184 anos) para comprar casa própria (estudo “Sem moradia digna não há justiça de gênero”, Habitat para a Humanidade Brasil) e que representam 65,1% das vítimas de feminicídio (20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública).

Ela lembrou que mulheres negras sustentam aproximadamente 24 milhões de lares, quase 30% dos domicílios do país (Boletim especial Dia da Consciência Negra, DIEESE, 2025), e que somam 60,6 milhões de pessoas, ou 28% da população brasileira (IBGE).

Na política, a deputada apontou a sub-representação: na Câmara dos Deputados são 29 mulheres negras em 513 vagas (5,7%) e não há nenhuma mulher negra no Senado, entre 81 cadeiras.

No estado, onde mais de 65% da população é negra e 52,3% é de mulheres, a Assembleia Legislativa de Pernambuco tem seis deputadas (pouco mais de 12% das cadeiras) e apenas duas delas são negras.

Ela concluiu que eleger mais mulheres negras não é só representatividade, mas mudança concreta nas prioridades legislativas, e convocou: “Eleger mulheres negras, mais do que uma escolha, é uma reintegração de posse. E nós chegamos para ficar.”

Neste ano eleitoral, a deputada pediu que o eleitorado escolha representantes para as assembleias estaduais e para o Congresso Nacional que reflitam a diversidade do país.