Zona Franca de Manaus é mais que renúncia fiscal; preserva a Amazônia e empregos
Retirar o regime diferenciado pode reduzir competitividade do Polo Industrial e afetar 130 mil empregos diretos.

Zona Franca de Manaus foi criada para promover desenvolvimento econômico na Amazônia e compatibilizar produção com preservação florestal.
A eventual perda do tratamento tributário pode reduzir a competitividade do Polo Industrial de Manaus e ameaçar mais de 130 mil empregos diretos.
O modelo oferece regime fiscal diferenciado para compensar custos logísticos e operacionais da localização na Amazônia, sustentando a instalação e manutenção da indústria urbana em Manaus.
O arranjo busca evitar transformar floresta em madeira, carvão ou pastagem, concentrando atividade produtiva em áreas urbanas como alternativa ao desmatamento.
O Amazonas preserva cerca de 97% de sua floresta, resultado combinado de proteção ambiental e do modelo econômico centrado na Zona Franca.
A Amazônia fornece serviços ambientais como regulação climática, absorção de carbono, manutenção da biodiversidade e transporte de umidade — os “rios voadores” que afetam o Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
Estudos citados indicam que esse serviço ecossistêmico representaria aproximadamente US$ 100 bilhões por ano para o agronegócio brasileiro.
Para empresas instaladas na ZFM, o tratamento tributário integra competitividade, faturamento e planejamento tributário; mudanças exigem projeção dos efeitos sobre toda a operação.
A proteção constitucional e os objetivos de desenvolvimento regional presentes no modelo tornam a ZFM uma política estrutural, não apenas uma conveniência fiscal de governo.
130.000 — empregos diretos sustentados pelo Polo Industrial de Manaus
97% — extensão de floresta preservada no Amazonas
US$ 100 bilhões/ano — valor estimado do serviço da Amazônia ao agronegócio