Vices viram centro das estratégias para o governo de Goiás em 2026
Quatro escolhas exibem alvos distintos: legado de Iris, frente progressista, agronegócio do Sudoeste e interlocução evangélica.

Ana Paula Rezende (PL) é vice de Wilder Morais e traz o sobrenome Iris Rezende, força eleitoral em Goiânia e na Região Metropolitana.
A entrada de Ana Paula no PL rompe com a trajetória familiar no MDB e coloca o legado de Iris numa chapa identificada com a direita; ela pode captar votos femininos e transformar memória política em capital eleitoral.
Carlos Mundim (PDT) integra a chapa de Luís César Bueno (PT) como representação partidária e perfil técnico: advogado com carreira no serviço público, seu papel é consolidar a frente progressista.
Jacqueline Zaiden, se confirmada com Marconi Perillo (PSDB), aproximaria o tucano do agronegócio, do empresariado e do Sudoeste, especialmente Rio Verde, buscando converter influência regional em presença eleitoral mais ampla.
Luiz do Carmo (PSD) é vice de Daniel Vilela (MDB), ex-senador e ex-deputado estadual ligado ao grupo de Ronaldo Caiado, e oferece interlocução com o segmento evangélico; esse eleitorado é pulverizado e parte significativa tem afinidade com o bolsonarismo.
As quatro escolhas mostram estratégias distintas: memória política (Ana Paula), composição partidária (Mundim), território e agronegócio (Zaiden) e experiência institucional com ligação religiosa (Luiz do Carmo).