Usar carro em campanha pode tirar cobertura do seguro em 2026
FenSeg diz que uso eleitoral pode alterar o risco da apólice; propaganda começa em 16 de agosto de 2026.

Motoristas que usarem veículos em atividades de campanha eleitoral podem ter o seguro negado em caso de sinistro.
A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) alerta que o uso eleitoral pode configurar alteração não comunicada do perfil de utilização do veículo, justificando a recusa de indenização.
A partir de 16 de agosto de 2026 a legislação permite carreatas e outras manifestações com veículos, e o primeiro turno será em 4 de outubro de 2026.
Atividades como adesivagem extensiva, transporte de material de campanha e participação em carreatas aumentam exposição do carro e mudam a análise de risco feita na contratação.
Quando o contrato é firmado, o veículo é classificado por uso habitual — geralmente particular ou profissional — e a mudança desse perfil precisa ser comunicada à seguradora.
Se ocorrer colisão, furto ou dano durante ações eleitorais e a seguradora entender que o risco não foi informado, ela pode questionar ou negar a indenização.
Especialistas recomendam que o proprietário contate o corretor ou a seguradora antes de usar o carro em campanha e verifique a necessidade de endosso para formalizar alterações contratuais.
Cada seguradora tem critérios próprios e cláusulas específicas sobre uso do veículo; a consulta prévia é a única forma de evitar surpresas financeiras.