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Trabalho prisional atinge 27,5% da população carcerária em Goiás

Em julho havia 6.052 presos trabalhando; Estado já cumpriu 92,7% da meta prevista para dezembro de 2026

Redação POLITICA.GO12 de ago. de 2026 · 22h332 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Trabalho prisional atinge 27,5% da população carcerária em Goiás
Reprodução: ohoje.com

Em julho de 2026, 6.052 pessoas privadas de liberdade em Goiás estavam inseridas em atividades laborais, equivalendo a 27,5% da população prisional estimada em 21.985.

O número representa aproximadamente 92,7% da meta estadual de elevar de 4.354 para 6.531 o total de presos trabalhando até dezembro de 2026, restando 479 inserções.

A política goiana reúne oficinas internas, parcerias com 13 empresas privadas em unidades de regime fechado, termos de cooperação com 61 municípios, vagas remuneradas pelo Estado e atividades externas.

O Estado pretende ampliar para 17 o número de empresas parceiras em regime fechado até dezembro, e há 35 parcerias municipais em tramitação com potencial para gerar cerca de mil novos postos de trabalho.

O coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização, juiz Fernando Samuel, explicou que as modalidades de inserção são definidas conforme regime de cumprimento da pena, condições de segurança e características de cada unidade prisional.

O gerente de Produção Agropecuária e Industrial da Diretoria-Geral da Polícia Penal, policial penal Paulo Sérgio Silva Santos, apontou a estrutura física das unidades como um dos principais entraves à instalação de oficinas, citando necessidade de espaço, segurança, logística e armazenamento.

O advogado e professor Clodoaldo Moreira afirmou que o trabalho prisional tem finalidade educativa e de reintegração social e defendeu fiscalização das parcerias para evitar uso apenas como mão de obra de menor custo.

A legislação prevê que o trabalho seja obrigatório para condenados segundo aptidão e capacidade, facultativo para presos provisórios, com jornada de seis a oito horas diárias, descanso aos domingos e feriados, e remuneração mínima de três quartos do salário mínimo (R$ 1.215,75 em 2026).

6.052 — presos trabalhando em Goiás em julho de 2026

21.985 — população prisional estimada em Goiás

27,5% — porcentual de presos trabalhando no Estado

6.531 — meta de vagas até dezembro de 2026

92,7% — percentual da meta já cumprido

13 → 17 — empresas privadas parceiras previstas até dezembro

61 — municípios com parcerias ativas

~1.000 — vagas potenciais vindas de 35 parcerias municipais em tramitação

"A Política de Trabalho Prisional em Goiás é estruturada a partir de diferentes modalidades de inserção laboral, desenvolvidas de acordo com o regime de cumprimento da pena, as condições de segurança e as características de cada unidade prisional", disse o juiz Fernando Samuel.

O próximo passo é chegar às 6.531 pessoas trabalhando até dezembro de 2026, ampliar para 17 as empresas parceiras em unidades fechadas e concluir as 35 parcerias municipais em tramitação.

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