Porta-aviões será substituído após missão de mais de 250 dias no mar
Pentágono anunciou troca que já constava do planejamento; porta-aviões substituto passou pelo Vietnã em agosto e segue para o Oriente Médio.

Um porta-aviões em missão no Oriente Médio será substituído após uma jornada que ultrapassou 250 dias.
A substituição foi anunciada pelo Pentágono e, segundo autoridades, já fazia parte do planejamento operacional; o navio designado completou escala no Vietnã no início de agosto e segue rumo à área de operações.
Em agosto, um integrante da tripulação teria pulado do convés e foi resgatado para avaliação médica a bordo; no início de abril, um militar de um contratorpedeiro foi localizado na água, transferido para o porta-aviões e depois evacuado por via aérea para cuidados adicionais.
O porta-aviões partiu de San Diego em novembro e acumulou mais de 250 dias de missão; congressistas relatam que a embarcação passou mais de 200 dias consecutivos sem atracar, apontado por alguns legisladores como recorde moderno.
Autoridades da Marinha disseram não ter observado aumento de ideação suicida ou de tentativas que indiquem deterioração sistêmica e lembraram que capelães, médicos e especialistas em saúde mental fazem triagem e atendimento a bordo.
Relatos de familiares e veículos especializados reuniram múltiplos episódios e tentativas, o que motivou questionamento de parlamentares sobre limites de tempo em serviço embarcado.
250+ dias — duração total da missão citada
200+ dias — período consecutivo sem atracar mencionado por congressistas
novembro — partida de San Diego
agosto — salto ao mar e resgate a bordo
início de abril — marinheiro transferido e evacuado por via aérea
início de agosto — escala do porta-aviões substituto no Vietnã
O secretário de Defesa rejeitou relatos que descrevem suposta deterioração das condições a bordo e afirmou que as informações foram distorcidas; o presidente declarou na sexta-feira (14) que as preocupações "não procedem".
Autoridades militares informaram que a substituição integrava a programação regular, mas não divulgaram cronograma público para a chegada do novo grupo de ataque à região.