OMS reforça vacinação infantil após decreto de Trump para reduzir vacinas
Em Genebra, porta‑voz da OMS defendeu calendários baseados em estudos; ordem dos EUA pede revisão e pesquisa ampliada.

OMS reforça a importância da vacinação infantil após decreto do presidente Donald Trump reduzir vacinas recomendadas nos EUA.
A ordem executiva, assinada por Trump na segunda‑feira (10/8), determina revisar recomendações e orienta que o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) amplie pesquisas sobre vacinas.
Em coletiva em Genebra nesta terça‑feira (11/8), o porta‑voz da OMS, Tarik Jaarevic, disse que anos de estudos sobre transmissão, segurança e proteção por idade moldaram as orientações globais sobre quais vacinas cada pessoa necessita.
Jaarevic explicou que a OMS publicou documentos de posicionamento detalhando fatos sobre cada doença, cada vacina disponível e o momento de aplicação de cada dose.
O decreto de Trump recomenda dividir a vacina tríplice viral (SCR) — contra sarampo, caxumba e rubéola — em três aplicações, em consultas separadas, contrariando orientações médicas vigentes.
Atualmente não existem vacinas separadas contra sarampo, caxumba e rubéola para crianças nos Estados Unidos, segundo a ordem executiva do governo federal.
Ao assinar o decreto, Trump repetiu alegações ligando a vacina tríplice viral ao autismo; o presidente e o secretário da Saúde, Robert F. Kennedy Jr., também disseram que a dose combinada aumentaria mortes.
"O que a OMS divulga tem base científica", afirmou o porta‑voz Tarik Jaarevic, e a organização espera que todos os países utilizem essas evidências científicas.
O próximo passo exigido pela ordem é que o HHS conduza pesquisas ampliadas e revise formalmente as recomendações de vacinação infantil nos Estados Unidos.