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Minerais críticos podem elevar o PIB de Goiás até 10% até 2050

Estudo da Amcham projeta ganhos locais e R$192,1 bi ao Brasil em cenário de maior processamento e investimento estrangeiro

Redação POLITICA.GO8 de ago. de 2026 · 23h044 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Minerais críticos podem elevar o PIB de Goiás até 10% até 2050
Reprodução: goianiaurgente.com.br

Amcham Brasil estima que expansão da mineração e processamento de terras raras pode aumentar o PIB de Goiás em até 10% até 2050.

No cenário mais ambicioso, o desenvolvimento da cadeia agregaria R$192,1 bilhões ao PIB nacional e criaria cerca de 750 mil empregos até 2050.

O estudo apresenta dois cenários: um com impacto de R$128,7 bilhões e cerca de 304 mil empregos quando a produção fica principalmente em matéria-prima; outro, com R$120,9 bilhões adicionais de investimento e maior processamento no país, atinge R$192,1 bilhões e ~750 mil empregos. A projeção identifica Goiás entre os estados com maior potencial de efeito econômico.

Goiás já tem operação comercial de terras raras em Minaçu, da Serra Verde, iniciada em 2024, com produção de nióbio e elementos como neodímio, praseodímio, térbio e disprósio. A Agência Nacional de Mineração registrou também o início da operação do depósito de argilas iônicas em Pela Ema, município de Minaçu.

Os materiais produzidos em Minaçu servem para ímãs permanentes usados em veículos elétricos, turbinas eólicas, robótica, aeroespacial e defesa, elevando a demanda por separação e refino especializados.

R$192,1 bilhões — impacto acumulado no PIB do Brasil no cenário com maior processamento

R$128,7 bilhões — impacto estimado no cenário mais concentrado em exportação de matéria-prima

R$120,9 bilhões — investimentos adicionais previstos no cenário ambicioso

750 mil — empregos estimados até 2050 no cenário com maior industrialização

304 mil — empregos estimados no cenário com predominância de exportação

O governo de Goiás busca ampliar o processamento local e reduzir dependência externa; em 2026 avançaram acordos entre Serra Verde e a norte-americana USA Rare Earth para integrar etapas de separação e processamento no Estado.

O próximo passo é industrializar: atrair capital, tecnologia e empresas para instalar separação, refino e produção de componentes em Goiás, transformando extração em cadeia de maior valor agregado.

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