Lula critica lentidão e cobra decisões sobre minerais críticos e terras-raras
Presidente quer reunião menor para definir ações; PL 2.780/2024 está parado no Senado e Câmara aprovou fundo de R$5 bilhões

Lula disse que o governo discute minerais críticos e terras-raras há mais de dois anos e ainda não tomou decisões concretas.
O PL 2.780/2024, que cria a Política Nacional dos Minerais Críticos, está parado no Senado; a Câmara aprovou em maio um fundo de R$ 5 bilhões e incentivos fiscais.
O presidente anunciou que pretende convocar um novo encontro menor para definir próximos passos sobre minerais críticos e terras-raras.
Na reunião com ministros e especialistas em julho, Lula cobrou ações práticas e afirmou que o Brasil deve competir com a China e deixar de ser apenas exportador de matéria-prima.
O governo avaliou a criação da estatal Terrabrás para explorar terras-raras e outros minerais estratégicos; o tema ganhou relevância pelo interesse dos EUA nas reservas brasileiras.
Lula também lançou diretrizes para fortalecer a inteligência artificial no país, defendendo uso de dados nacionais, maior capacidade computacional e retenção de talentos.
“A gente está 2 anos discutindo, 2 anos e meio, e conversa e conversa, e a gente não dá o passo que precisa ser dado. Nós temos que decidir o que nós vamos fazer”, disse Lula sobre minerais críticos e terras-raras.
“Somos uma república de donos de dados, e o Estado não tem os dados. O Estado não tem inteligência! Quem tem inteligência vira mais o dono do pedaço do que o Estado”, afirmou Lula, citando falta de sincronia entre ministérios, polícia e Exército.
Ele contou uma anedota do tempo de sindicato e citou ensinamento similar ao de Dale Carnegie sobre “iniciar com aquilo que interessa ao outro”.