Instituto de Ludhmila Hajjar vence chamamento para gerir o 1º ‘Hospital Inteligente’
Contrato de gestão terá 10 anos e R$ 1,95 bilhão previstos nos primeiros quatro anos para a unidade no HC da USP

Instituto presidido por Ludhmila Hajjar venceu o Chamamento 14/2026 para gerir o primeiro “Hospital Inteligente” do Brasil.
O contrato de gestão terá dez anos, prorrogáveis, e prevê desembolso federal de R$ 1,95 bilhão nos primeiros quatro anos para viabilizar metas, serviços e infraestrutura tecnológica.
O resultado preliminar foi publicado em 24 de julho: o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente do Brasil (ITMI) obteve 63,41 pontos e ficou em primeiro; a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) teve 57,34 pontos; duas concorrentes foram desclassificadas.
O ITMI, com CNPJ registrado em 4 de março de 2026, é presidido pela cardiologista Ludhmila Abrahão Hajjar e tem entre os sócios Carlos Gilberto Carlotti Jr., Giovanni Guido Cerri e Tarcísio Eloy Pessoa de Barros Filho.
A unidade, chamada Instituto Tecnológico de Emergência (ITE) ou “Hospital Inteligente”, será instalada no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e ficará responsável por apoiar a implementação da rede de UTIs Inteligentes.
Em junho de 2024 Ludhmila Hajjar apresentou o projeto do hospital inteligente e afirmou: “É um hospital que vai revolucionar os cuidados dos pacientes públicos do país e do mundo.”
Em janeiro, o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) concedeu ao governo um empréstimo de R$ 1,76 bilhão para financiar o ITE; o projeto envolve apoio federal e estadual, além de investimento do NDB.
R$ 1,95 bilhão — desembolso federal previsto nos primeiros quatro anos
R$ 505,1 milhões — 1º ano
R$ 923,4 milhões — 2º ano
R$ 455,1 milhões — 3º ano
R$ 45 milhões — 4º ano
Eventuais recursos administrativos contra a classificação deveriam ser apresentados até 4 de agosto, com pronunciamento da Comissão de Seleção previsto até 9 de agosto.