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Goiás abre licitação em 25 de agosto para primeiro fundo com 17 imóveis públicos

Fundo terá carteira inicial avaliada em R$ 834 milhões e mira VGV de R$ 12,3 bilhões; Estado espera até R$ 1,8 bilhão em vendas líquidas.

Redação POLITICA.GO14 de ago. de 2026 · 18h317 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Goiás abre licitação em 25 de agosto para primeiro fundo com 17 imóveis públicos
Reprodução: aredacao.com.br

Goiás fará licitação em 25 de agosto para contratar quem vai estruturar, administrar e gerir o primeiro fundo de investimento imobiliário estadual (FII‑GO).

O Estado estima VGV de R$ 12,3 bilhões para empreendimentos sobre esses imóveis e projeta receber até R$ 1,8 bilhão em vendas líquidas após custos e impostos.

A carteira inicial inclui 17 imóveis do patrimônio público com valor de mercado estimado em R$ 834 milhões, entre terrenos e prédios ociosos ou subutilizados em Goiânia, Pirenópolis e Santa Helena de Goiás.

Entre os ativos pré‑selecionados estão imóveis da Secretaria de Segurança Pública (Bairro dos Aeroviários), Regimento de Cavalaria da Polícia Militar (Setor Negrão de Lima), Batalhão do Giro (Setor Pedro Ludovico), Usina de Sementes (Jardim Bela Vista), Antigo Clube CELG (Setor Sul) e a antiga sede da Agrodefesa (Santa Helena de Goiás).

O estudo que estimou valores e potencial de desenvolvimento foi feito pelo Instituto Brasileiro de Administração Pública (Ibap), que avaliou localização, perfil de uso, interesse de adquirentes e potencial construtivo.

O FII‑GO foi estruturado após a sanção da Lei Estadual nº 24.387, de junho, que define novas diretrizes para a gestão do patrimônio imobiliário de Goiás.

A licitação prevê a contratação de um consórcio composto por administrador fiduciário autorizado pela CVM e por gestor profissional habilitado; o julgamento priorizará requisitos técnicos e a proposta de menor preço diante do teto de R$ 77,7 milhões para todo o período de operação.

"O estudo teve como objetivo transformar as características dos imóveis em uma leitura estruturada de sua viabilidade e potencial de desenvolvimento", disse Daniel Guimarães, presidente do Ibap.

"A iniciativa busca superar a lógica de simples alienação de imóveis ociosos e criar condições para que esses bens contribuam para o desenvolvimento urbano e gerem retornos ao Estado", afirmou Sérvulo Nogueira, secretário de Administração de Goiás.

17 — imóveis na carteira inicial

R$ 834 milhões — valor de mercado estimado da carteira

R$ 12,3 bilhões — VGV estimado dos empreendimentos

R$ 1,8 bilhão — receita líquida prevista para o Estado com vendas futuras

O próximo passo é a contratação do consórcio vencedor na licitação de 25 de agosto, que ficará responsável pela estruturação e operação do FII‑GO.

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