Goiânia apresenta pacote que pode elevar salários da educação em mais de 12,5%
Proposta prevê nova tabela entre 2026 e 2030, reajuste de 5,4% em 2026 e impacto de R$ 31,2 milhões até 2027

A prefeitura de Goiânia apresentou pacote de benefícios para servidores da educação, com reestruturação progressiva da tabela e ganhos que podem superar 12,5%.
O impacto financeiro estimado é de R$ 31,2 milhões até 2027, e a prefeitura propõe pagamento excepcional de R$ 950 do auxílio-locomoção para julho de 2026.
O prefeito Sandro Mabel apresentou a proposta, que prevê implantação gradual da nova tabela de vencimentos entre 2026 e 2030 e correção de distorções entre níveis e referências.
A secretária municipal de educação, Giselle Faria, afirmou que a proposta representa avanço nas reivindicações dos administrativos e na correção das diferenças salariais entre níveis e referências.
A proposta eleva o piso do Nível I, Referência A, para R$ 1.640 e mantém progressões horizontal de 1,2% e vertical de 7,42%, incorporadas à nova estrutura do plano de carreira.
Para 2026, a estimativa de ganhos reais médios é: 7,910% no Nível I; 11,647% no Nível II; 8,418% no Nível III; 3,984% no Nível IV — com ganho real podendo ultrapassar 12,5% ao incidir sobre quinquênio e adicional de titulação.
Em 2025 a prefeitura garantiu a data-base da categoria e pagou bônus de fim de ano de R$ 2.500 em parcela única; em julho de 2025 foram pagos R$ 850 a cerca de 6 mil administrativos por perda do auxílio-locomoção.
A gestão encaminhou à Câmara projeto de lei com reajuste de 5,4% dos salários e benefícios dos servidores da educação, com aplicação prevista a partir de 1º de maio de 2026.
R$ 1.640 — novo piso do Nível I, Referência A
1,2% — progressão horizontal
7,42% — progressão vertical
5,4% — reajuste previsto em projeto de lei com aplicação a partir de 1º de maio de 2026
R$ 31,2 milhões — impacto financeiro até 2027
R$ 950 — auxílio-locomoção excepcional proposto para julho de 2026
"A implantação escalonada é justificada pela necessidade de observar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal", declarou a secretária Giselle Faria, sobre a implantação entre 2026 e 2030.
O projeto de lei foi encaminhado à Câmara Municipal para análise, com aplicação dos ajustes prevista para 1º de maio de 2026.