Fim da escala 6×1 e redução para 40 horas voltam ao Congresso
Câmara aprovou 40 horas sem redução salarial; proposta está parada no Senado enquanto centrais fazem mobilizações nesta semana.

Proposta para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada para 40 horas semanais, sem corte de salário, voltou ao centro do Congresso nesta semana.
A mudança já teve aprovação ampla na Câmara dos Deputados, mas aguarda votação no Senado; centrais sindicais mobilizam-se para pressionar os senadores a colocar a proposta em pauta.
A Constituição fixa atualmente o limite de 44 horas semanais, em geral distribuídas em seis dias de trabalho e um de descanso (escala 6×1).
O Dieese aponta que 64% dos trabalhadores formais trabalham mais de 40 horas por semana; entre os contratados pela CLT esse percentual chega a 75%.
Cerca de 20 milhões de pessoas excedem as 44 horas semanais, registrando jornadas de 45, 48 horas ou mais.
O levantamento do Dieese também mostra que 71,2 milhões de trabalhadores se deslocam para trabalhar; 14,5 milhões gastam entre 30 minutos e uma hora, 7,4 milhões mais de uma hora e 1,3 milhão mais de duas horas no trajeto.
Setores mais dinâmicos da economia já adotam jornadas entre 33 e 40 horas semanais, indicando que redução não implica necessariamente perda de produtividade.
Centrais sindicais, lideradas pela CUT, promovem uma série de mobilizações nesta semana para pressionar o Senado e usar a ferramenta "Na Pressão" para contato direto com senadores via napressao.org.br.
A próxima etapa é levar o projeto à pauta do Senado para votação; enquanto isso, a CUT orienta envio de mensagens aos senadores por estado, partido ou nome na plataforma Na Pressão.