Em Goiás, vices são estratégia: três chapas escolheram perfis distintos
MDB, Marconi e Wilder optaram por nomes que mostram cálculo político: estabilidade, agronegócio e legado local

A escolha de vices em Goiás virou mensagem estratégica na disputa estadual deste ano.
No MDB, Daniel Vilela escolheu Luiz do Carmo para transmitir estabilidade e ampliar pontes com o PSD e o setor produtivo, um vice pensado para evitar perdas e fortalecer alianças, não para ganhar votos sozinho.
Marconi Perillo buscou um vice ligado ao agronegócio para reduzir resistência histórica nesse segmento-chave da economia goiana e reposicionar sua campanha junto ao eleitor rural.
Wilder Morais escolheu Ana Paula Rezende, apostando no peso do sobrenome Iris Rezende para dialogar com eleitores além do núcleo do PL.
A avaliação comum é que vice não apaga passado: a estratégia pode abrir portas, mas dificilmente mudará por si só percepções consolidadas do eleitorado.
Vices deixaram de ser prêmio de consolação; hoje ocupam papel central de mensagem e cálculo político nas campanhas eleitoreiras em Goiás.