Dívida de Goiás sobe à beira do limite; margem para novo endividamento é 1,9%
Dívida líquida estadual subiu R$ 3,541 bilhões em 12 meses; poupança corrente caiu 27,15% e risco contábil aumenta

A dívida líquida de Goiás saltou de R$ 11,458 bilhões para R$ 14,999 bilhões, aumento de R$ 3,541 bilhões em 12 meses.
Isso deixa a margem de endividamento estadual em cerca de 1,9%, a depender das contas ao final de 31/12/2026.
De janeiro a abril, a dívida líquida do setor público estadual cresceu 30,91%, e a relação dívida/receita corrente líquida variou de 26,23% para 32,48%.
O estoque da dívida subiu R$ 4,952 bilhões em 12 meses; o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas (Propag) reduziu juros em 54,65%, de R$ 446,971 milhões para R$ 202,689 milhões.
As amortizações aumentaram 32,44%, de R$ 381,643 milhões para R$ 505,480 milhões.
A despesa corrente líquida passou de R$ 43,672 bilhões (restos a pagar incluídos, julho/2024 a junho/2025) para R$ 46,998 bilhões, e a poupança corrente caiu de R$ 4,745 bilhões para R$ 3,457 bilhões (-27,15%).
O limite legal para endividamento está em 95%; o Estado fechou o 1º semestre de 2025 em 90,2% e alcançou 93,1% um ano depois.
No plano político, o governador Daniel Vilela (MDB) terá de entregar as contas em 31/12/2026; concorrentes mencionados são Luis Cesar Bueno (PT), Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL).
Em Goiás capital, Goiânia registrou déficit primário de R$ 105,398 milhões no 2º bimestre de 2026; as despesas primárias cresceram 15,65% no bimestre seguinte.
O déficit de maio e junho de 2025 foi de R$ 9,281 milhões; no 3º bimestre de 2026, alcançou R$ 76,223 milhões.
“Peguei um caixa com 11 milhões e entreguei com quase 10 bilhões”, publicou Ronaldo Caiado nas redes sociais, acrescentando: “Economizei 28 bilhões economizando dívida”.
R$ 11,458 bilhões — dívida líquida inicial
R$ 14,999 bilhões — dívida líquida atual
R$ 3,541 bilhões — aumento em 12 meses
R$ 4,952 bilhões — alta do estoque da dívida em 12 meses
54,65% — queda dos gastos com juros (R$ 446,971M para R$ 202,689M)
32,44% — aumento das amortizações (R$ 381,643M para R$ 505,480M)
R$ 43,672 bilhões → R$ 46,998 bilhões — despesa corrente líquida
R$ 4,745 bilhões → R$ 3,457 bilhões — poupança corrente (-27,15%)
O próximo passo é a entrega das contas de 2026, em 31/12/2026, que definirá a margem fiscal do sucessor ou da continuidade administrativa.