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Débito líquido de Goiás sobe 45,3% e crise pode explodir após eleição

Folha do Executivo será mantida, mas pode haver parcelamento dos salários de out‑dez e do 13º após eventual 2º turno

Redação POLITICA.GO13 de ago. de 2026 · 10h356 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Débito líquido de Goiás sobe 45,3% e crise pode explodir após eleição
Reprodução: ohoje.com

Débito líquido de Goiás cresceu 45,3% entre abril de 2025 e abril deste ano, enquanto a inflação do período foi 4,26%.

O governador Daniel Vilela (MDB) manterá o pagamento da folha em dia, mas pode anunciar parcelamento dos salários de outubro a dezembro e do 13º caso haja 2º turno.

Pequenos fornecedores e prestadores, incluindo MEIs, não estão recebendo em dia; o funcionalismo do Executivo custou R$ 10,475 bilhões em salários no 1º semestre deste ano.

No fim deste semestre, salários, gratificações, diárias, férias e penduricalhos devem ficar na faixa de R$ 2 bilhões mensais com o 13º incluído; em junho a folha foi de R$ 1,85 bilhão.

Há um desequilíbrio de R$ 300 milhões entre despesa e receita que aumenta o estoque de dívida e pressiona a previdência estadual.

O gasto com previdência supera a Educação em 1/5, a Saúde em 1/3 e é o dobro da Segurança no orçamento do estado.

O Judiciário dispõe de mais de R$ 200 milhões e o Tribunal de Contas do Estado tem R$ 36 milhões em reservas citadas como possibilidades de socorro ao caixa.

Iris Rezende enfrentou cenário semelhante em 1990, Marconi Perillo em 1999 e Ronaldo Caiado em 2019; a situação atual tende a piorar a cada 30 dias.

A situação detalhada de contratos com empresas, agências e secretarias só será conhecida após a abertura das urnas do 1º domingo de outubro ou, se houver, do último domingo de outubro.

Se a vitória for da oposição, o quadro fiscal só será completamente revelado e cobrado após a posse do novo governo.

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