Candidatos pretos e pardos somam 49,82% nas eleições; brancos, 48,73%
É a segunda vez que candidaturas negras superam brancas; indígenas e amarelos seguem abaixo de 1%

Pretos e pardos representam 49,82% dos candidatos, contra 48,73% de brancos, nas eleições de 2026.
A participação de candidaturas pretas e pardas fica 5,6 pontos abaixo dos 55,5% da população que se declarou preta ou parda no Censo 2022 do IBGE.
O TSE registra 0,93% de candidatos indígenas e 0,52% de amarelos; pessoas negras (pretos) chegam a 13,64% das candidaturas em 2026.
Em Goiás, o PT registrou 18 candidatas não-brancas — cerca de 61% do total do partido no estado — incluindo dez pretas ou pardas e uma indígena, Patrícia Rosa, que disputa vaga na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás.
O União Popular oficializou em 26 de julho a candidatura presidencial da ativista Samara Martins; outros autodeclarados negros são Hertz da Conceição Dias (PSTU) e o ex-deputado Cabo Daciolo (Mobiliza), cuja candidatura foi indeferida.
Desde 2014, pessoas pardas ocupam regularmente cerca de 35%–36% dos registros de candidatos; pessoas negras foram 9,25% em 2014, 14,12% em 2022 e 13,64% em 2026.
49,82% — candidatos pretos e pardos
48,73% — candidatos brancos
13,64% — candidatos pretos (negros) em 2026
0,93% — indígenas candidatos
0,52% — amarelos candidatos
~20,5 milhões — eleitores que se declaram pretos ou pardos; quase 13% do eleitorado regular de 158,7 milhões
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) tem 59,6% de suas candidaturas negras; o PT aprovou 333 candidaturas negras para acessar recursos do Fundo Eleitoral, afirmou Tiago Soares, secretário nacional de Combate ao Racismo: "O partido assume o compromisso de proteger direitos da população negra no acesso ao Fundo Eleitoral para candidaturas negras".
As eleições de 2026 ocorrerão com esse quadro de candidaturas e com o maior número de eleitores negros já registrado no país.