Candidato com TDAH propõe gratificação para professores que atuem com neurodivergentes
Samuel Carvalho (Republicanos) pede Gratiedu ampliada e cita projeto nacional (PL 4.622/2025) como base legal

Samuel Carvalho, candidato a deputado estadual e diagnosticado com TDAH, propõe gratificação para professores que se especializem em educação para neurodivergentes.
A proposta mira criar uma modalidade de Gratificação Adicional de Educação (Gratiedu) voltada a docentes que atuem com alunos neurodivergentes, usando o PL nº 4.622/2025 como referência legal.
Carvalho (Republicanos), empresário de Canedá e candidato à Assembleia Legislativa de Goiás, afirma que hoje há concentração no custeio da formação, não em incentivo salarial direto.
Em Goiás, a UFG mantém pós-graduação lato sensu em Residência em Educação Inclusiva, com recém-graduados atuando em sala de aula enquanto se formam.
O IFG e o IF Goiano oferecem cursos a distância e o IFG em Luziânia ministra curso presencial de Alfabetização de Crianças com Autismo.
A Secretaria de Estado da Educação de Goiás opera ciclos de formação e salas de recursos multifuncionais para Atendimento Educacional Especializado (AEE).
A prefeitura de Goiânia prevê bônus entre R$ 2.500 e R$ 10.000 para custeio de aperfeiçoamento e pós-graduação de professores.
“É legítimo, mas o profissional de educação precisa ter um incentivo direto para escolher uma especialização”, disse Samuel Carvalho sobre as práticas atuais.
O PL nº 4.622/2025 institui o Adicional Nacional de Inclusão Educacional e está pendente de análise no Congresso Nacional.
Carvalho propõe que, se o PL for aprovado, deputados estaduais goianos usem a norma nacional como base para criar a gratificação estadual.
“Nenhum modelo educacional pode sequer começar sem oferecer condições de trabalho e incentivos pessoais diretos aos professores”, concluiu Carvalho.
Próximo passo: análise do PL nº 4.622/2025 no Congresso Nacional e eventual proposta de lei estadual inspirada nesse adicional.