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Brasil melhora em 71% dos indicadores de desigualdade, mas renda se concentra mais

Levantamento com 48 indicadores aponta avanços em emprego, desmatamento e segurança alimentar, e piora na concentração de renda e riscos climáticos.

Redação POLITICA.GO12 de ago. de 2026 · 22h333 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Brasil melhora em 71% dos indicadores de desigualdade, mas renda se concentra mais
Reprodução: ohoje.com

O Brasil teve melhora em 71% dos 48 indicadores acompanhados pelo Observatório Brasileiro das Desigualdades em 2026.

Do total, 34 indicadores evoluíram positivamente, 13% ficaram estáveis e 16% pioraram.

O desmatamento caiu de 2,1 milhões de hectares em 2022 para 984,8 mil hectares em 2025, uma redução de 53,4% em relação ao pico da série analisada.

Emissões de gases de efeito estufa por uso da terra e florestas recuaram de 1,34 bilhão de toneladas de CO₂ em 2023 para 905,6 milhões em 2024, queda de 32,5%.

A insegurança alimentar moderada ou grave passou de 9,5% em 2023 para 7,7% em 2024; a taxa de homicídios entre jovens de 15 a 29 anos caiu de 49,7 para 41,9 por 100 mil entre 2021 e 2024 (queda de 15,7%).

O desemprego recuou de 6,6% para 5,6% entre 2024 e 2025; entre mulheres caiu de 8,1% para 6,9% no mesmo período.

Em 2025, o desemprego entre mulheres negras foi de 8,5%, enquanto entre homens não negros foi de 3,8%.

O rendimento médio mensal subiu 5,3% entre 2024 e 2025, para R$ 3.376; mulheres negras tiveram rendimento médio de R$ 2.184 em 2025.

A concentração de renda piorou: em 2024 a renda média do 1% mais rico era 30,2 vezes a dos 50% mais pobres; em 2025 essa relação subiu para 31,5 vezes.

A população exposta a áreas de risco geológico cresceu de 4,36 milhões em 2025 para 4,67 milhões em 2026 (alta de ~7%); o país tem cerca de 17 mil áreas classificadas como de risco.

A mortalidade materna subiu de 52,2 para 55,5 mortes por 100 mil nascidos vivos entre 2023 e 2024; Roraima registrou 132,3 mortes por 100 mil nascidos vivos.

Alguns indicadores permaneceram praticamente estáveis: escolarização no ensino fundamental, taxa de feminicídio, acesso à internet e progressividade da tributação sobre a renda.

Os pesquisadores ressaltam que, apesar dos avanços em emprego, renda e acesso a direitos, desigualdades seguem ligadas a raça, gênero, território e condições de moradia, e pedem políticas públicas específicas.

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