Bilionários do Vale do Silício articulam ganhos com a Groenlândia desejada por Trump
Peter Thiel, Marc Andreessen e investidores financiam mineração e projetos libertários enquanto Trump pressiona Dinamarca e alega interesse estratégico

Oligarcas do Vale do Silício, como Peter Thiel e Marc Andreessen, buscam lucrar com a Groenlândia que Donald Trump quer anexar.
A Dinamarca anunciou uma expansão militar de US$ 2 bilhões no Ártico após telefonema em janeiro em que Trump ameaçou tarifas e não descartou uso da força.
Trump propôs comprar a Groenlândia no primeiro mandato e, no início de janeiro, teve uma conversa “agressiva e confrontativa” com o primeiro‑ministro da Dinamarca.
Empreendimentos ligados a Mark Zuckerberg e Jeff Bezos investem na KoBold Metals, que usa inteligência artificial para localizar minerais no oeste da Groenlândia.
A KoBold detém 51% do projeto Disko‑Nuussuaq e levantou US$ 537 milhões em sua última rodada, com valor de mercado próximo de US$ 3 bilhões.
Marc Andreessen e sua Andreessen Horowitz aparecem como investidores; Connie Chan figura como diretora da KoBold em registro na SEC de 2022.
Andreessen também financia a Praxis Nation, projeto que mira criar um “cripto‑estado” autogovernado na Groenlândia, e Pronomos Capital, ligado a investidores libertários como Thiel, financia cidades‑modelo privadas.
Em 2019, o embaixador dos EUA visitou um projeto de mineração de terras raras na ilha; a oposição à mina levou o partido Inuit Ataqatigiit ao poder dois anos depois, paralisando o projeto.
Com o recuo das geleiras, a Groenlândia enfrenta mudanças climáticas que ameaçam pesca e caça e expõem recursos minerais.
"Acreditamos na aventura", escreveu Marc Andreessen em manifesto de 2023 defendendo tecnólogos no controle de territórios e recursos.
Próximo passo: debates sobre soberania e mineração devem avançar à medida que investidores privados e ações dos EUA pressionam políticas públicas.