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Alíquotas do Imposto Seletivo vão ao Congresso na 1ª quinzena de setembro

Imposto criado pela Reforma Tributária deve começar a ser cobrado em 1º de janeiro de 2027; definição das alíquotas decide impacto setorial

Redação POLITICA.GO17 de ago. de 2026 · 15h333 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Alíquotas do Imposto Seletivo vão ao Congresso na 1ª quinzena de setembro
Senado Federal (CC BY 2.0) via Wikimedia Commons

As alíquotas do Imposto Seletivo serão encaminhadas ao Congresso Nacional na primeira quinzena de setembro.

O novo tributo, criado pela Reforma Tributária do consumo e chamado de “imposto do pecado”, deve começar a ser cobrado em 1º de janeiro de 2027, o que exige aprovação e sanção ainda em 2026 para respeitar a anterioridade nonagesimal de 90 dias.

O Imposto Seletivo incidirá sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, incluindo cigarros e outros produtos fumígenos, bebidas alcoólicas, bebidas açucaradas, determinados veículos, produtos minerais e apostas.

A equipe técnica do Ministério da Fazenda trabalhou com cenários diferentes: manter a carga atual (substituindo parte do IPI) ou elevar alíquotas para reduzir consumo; a decisão definirá quanto cada setor pagará.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) pediu que a carga do IPI seja utilizada como referência por dois anos na transição; o governo sinalizou uma transição gradual.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que pretende buscar uma "transição suave" para implementar o imposto, citando impacto político em ano eleitoral.

No caso das bebidas alcoólicas, o desenho prevê duas alíquotas simultâneas: uma específica calculada pela quantidade de álcool puro e outra percentual, com detalhamento a ser incluído na proposta.

Com o envio das alíquotas em setembro, o Congresso terá prazo apertado para discutir percentuais, modelo e efeitos setoriais visando aprovação ainda em 2026.

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