Administrativos da Educação de Goiânia anunciam greve a partir da próxima segunda-feira
Categoria rejeitou proposta do prefeito Sandro Mabel com reajuste escalonado até 2030; votação na assembleia superou 60% contra

Servidores administrativos da rede municipal de Educação de Goiânia aprovaram greve a partir da próxima segunda-feira, após rejeitarem proposta salarial do prefeito Sandro Mabel (UB).
A decisão veio em assembleia realizada no auditório da Assembleia Legislativa de Goiás, com votação por QR Code em que mais de 60% votaram contra a proposta.
A prefeitura ofereceu reajuste total de 5,4% nos vencimentos e nos benefícios — incluindo gratificação de regência de classe, auxílio-locomoção e gratificação por atividades de pesquisa, capacitação e técnico-educacionais — com cronograma de implementação que se estende até 2030.
A proposta prevê progressão horizontal de 1,6% a 2% e progressão vertical de 8% a 12%; as negociações ocorreram ao longo do ano, com tentativas de avanço em julho e agosto.
A assembleia aprovou greve específica dos administrativos, sem envolver professores; entre as reivindicações estão a convocação de concursados que aguardam nomeação e a realização de processo seletivo para ampliar o quadro.
Deputada Bia de Lima (PT) relatou que os administrativos reclamam sobrecarga de trabalho e manifestaram preocupação com uma possível privatização do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (Imas).
As negociações seguem em aberto; o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) pode convocar nova assembleia caso a prefeitura apresente uma nova proposta.